SOBRE Fabiano Rodrigues

1974, Santos, SP, Brasil

Fabiano Rodrigues explora os limites da produção da imagem por meio de trabalhos de fotografia, filme e colagens que também se desdobram em instalações, objetos, publicações e performance. O artista é vencedor do Prêmio Mundie de Fotografia em 2016; e duas vezes recebeu o Prêmio Aquisição da Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2012 e 2013. Em 2017, entrou para o Clube de Colecionadores de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Já realizou exposições individuais na Casa Nova Arte Contemporânea (2016), SP; Solo na SP-Arte/Foto (2012-2015); e Galeria Logo (2014). Fabiano já realizou exposições no Museu de Arte do Rio de Janeiro (2013-2014), Zacheta National Gallery Of Art, na Polônia (2013-2014), Museu de Arte de São Paulo (2013) e na Estação Pinacoteca (2012).
Fotografia de Fabiano Rodrigues - São Paulo, Brasil
“Fotografia é sentimento.” - Fabiano Rodrigues

SOBRE “AUTOCOLLAGE”

Desde 2010 Fabiano Rodrigues explora em seu trabalho fotográfico a relação do próprio corpo com a arquitetura e a paisagem de centros urbanos. Fotógrafo autodidata, o artista se autorretrata em movimento usando um controle remoto para disparar a câmera, capturando o ápice, em meio a enquadramentos previamente planejados. Sua precisão performática entra por vezes em harmonia, por vezes em desalinho com as formas arquitetônicas, resultando em imagens grandiosas e geométricas, desenhadas por um jogo magnífico de luz e sombras recortado pelo ambiente.

Rodrigues tenta “transformar -se” em uma “colagem” que na verdade é uma fotografia legítima, sem qualquer manipulação ou recorte digital. Na intenção de produzir recortes do próprio corpo utilizando o ambiente como agente de corte, o artista se concentra no reconhecimento da natureza performática da sua fotografia, acessando referências dos experimentos dadaístas e construtivistas como a colagem que acompanharam o desenvolvimento da performance.

Rodrigues prioriza construções simbólicas e modernistas, como aquelas projetadas por Oscar Niemeyer, tendo também fotografado dentro da Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Museo de Arte Latino americano de Buenos Aires (MALBA), na Argentina, na Universidade Central de Venezuela (UCV, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO), Teatro São Pedro, em Porto Alegre, Memorial da America Latina, Fundação Bienal São Paulo, Instituição Cidade das Artes no RJ, MAC USP, MAC Niterói, prédio da Faculdade de Arquitetura da Usp, de Villanova Artigas, e na Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi.

SOBRE “A VERDADE ESTÁ EM TUDO, MESMO NO ERRO”

por Ricardo Rezende, curador

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“O inimigo da fotografia é a convenção, as regras fixas de ‘como fazer’. Sua salvação vem da experimentação. O artista experimental não tem ideias preconcebidas, não acredita que a fotografia seja somente como é conhecida hoje – exata repetição e representação da visão costumeira. Não pensa que os erros devam ser evitados. Ousa chamar de ‘fotografia’ todos os resultados alcançados pelos meios fotossensíveis, com câmera ou sem.”

O texto acima foi escrito na década de 20 pelo artista húngaro e professor da Escola Bauhaus László Moholy-Nagy (1895-1946), um experimentador incansável, dos exponentes do Modernismo europeu que ajudaram a mudar os rumos da arte. Quase um século depois, ainda revolucionário, serve agora de tripé ao fotógrafo Fabiano Rodrigues.

Para criar sua mais recente série de trabalhos, Rodrigues resgata imagens de sebos e álbuns de família esquecidos pela História, que desdobra-se em colagens e fotomontagens a partir de 400 negativos das décadas de 50 e 60. Numa delas, um evento social que reúne engravatados, Rodrigues segmenta as silhuetas masculinas e as ambienta em situações habituais, de comportamento e gestos masculinos, em fundo negro, infinito, como se estivessem flutuando no abismo profundo. Imagens antes abandonadas, jogadas ao anonimato. São mais de 60 ou 70 anos desde que foram captadas.

A ideia é dar aos registros uma nova interpretação, ressignificá-los de maneira irreverente. Após recortadas, as fotos integram montagens estranhas, meio surreais, meio fantasmagóricas. Fotografia nostálgica, carregada de melancolia, que registra este fenômeno inexorável à passagem do tempo, espécie de congelamento no passado de pessoas que talvez nem mais existam, levando seus fragmentos até o presente de gente que sequer as conhece.

OBRAS DE Fabiano Rodrigues

Quadro Fabiano Rodrigues - Espetáculo 1 e 2
FRO004
Fabiano Rodrigues
FRO005
Fabiano Rodrigues
Quadro Fabiano Rodrigues - Kingston, Jamaica
FRO002
Fabiano Rodrigues
Quadro Fabiano Rodrigues - Vale da Lua, Alto Paraíso
FRO003
Fabiano Rodrigues
Fotografia de Fabiano Rodrigues - São Paulo, Brasil
FRO001
Fabiano Rodrigues

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